Cineasta belga filma autobiografia aos 80 anos
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ALINE PELLEGRINI
DE SÃO PAULO
| Divulgação |
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| Diretora Agnès Varda em cena do documentário autobiográfico "As Praias de Agnès", que está em cartaz no Cinesesc, em São Paulo |
Em todas as pessoas existe uma paisagem. Em Agnès Varda existem praias. Essa é a justificativa dada pela cineasta para contar sua própria história partindo de litorais em "As Praias de Agnès".
O filme, avaliado como ótimos pelos críticos da Folha, está em cartaz no Cinesesc (centro de São Paulo).
No longa, a diretora oferece um recorte gigante de imagens, onde ela conta como sua paixão pela fotografia a levou ao cinema. Varda parte de sua infância em Bruxelas. Percorre a Segunda Guerra Mundial, quando morou em um barco com a família, o primeiro trabalho com pescadores e sua inserção na fotografia.
Os amigos que conheceu, imagens raras de cineastas como Chris Marker --que não gostava de ser fotografado-- e Jean-Luc Godard sem óculos, e os lugares por onde passou, a Califórnia da década de 1960 com os Panteras Negras e o movimento feminista, a Cuba do recém-chegado Fidel Castro e a Revolução Chinesa, fazem parte do documentário.
Varda, que participou da nouvelle vague francesa (movimento em que jovens diretores produziam filmes com baixo orçamento) e dirigiu longas como "Cléo de 5 às 7" e "As Cento e uma Noites", conta sobre os filmes que fez e assume a responsabilidade pelos fracassos de bilheteria.
Além das praias que percorreu, o filme é permeado pela presença do também cineasta Jacques Demy ("Os Guarda-Chuvas do Amor"). Completando 80 anos, Varda, viúva de Demy, relembra a vida com o diretor: os filhos, os filmes e o amor.
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