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31/10/2011 - 08h56

Spielberg usa técnica de "Avatar" em "As Aventuras de Tintin"

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

DEBORAH COUTO E SILVA
DE PARIS

Da ideia inicial de se fazer "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio" à sua execução de fato passaram-se 30 anos. Com direção e produção do americano Steven Spielberg, o filme comemora uma estreia bem sucedida na França e na Bélgica, com gosto especial por ter passado por enormes desafios. A produção deve estrear nos EUA em dezembro e no Brasil em 20 de janeiro.

De início, Spielberg teve de travar difíceis negociações com a mulher de Hergé, criador do Tintin, já que este morreu pouco mais de dois anos depois do surgimento da ideia de trazer o personagem à tela grande.

Outro porém: Tintin, um repórter jovenzinho e aventureiro, que tem como melhor amigo o fiel cão branco Milú, é extremamente popular na Europa, mas praticamente ignorado nos EUA.

Spielberg foi ainda mais paciente, esperou que a tecnologia avançasse até o ponto em que conseguisse fazer o filme que queria. Para isso, utilizou o "motion capture" --mesma tecnologia de "Avatar", que captura os movimentos dos atores para tornar a animação mais realista.

Divulgação
Cena do filme "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio", dirigido e produzido por Seteven Spielberg
Cena do filme "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio", dirigido e produzido por Steven Spielberg
Divulgação
Cena do filme "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio", dirigido e produzido por Seteven Spielberg
Cena do filme "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio", dirigido e produzido por Steven Spielberg
Reprodução
Cena de "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio", filme dirigido e produzido por Steven Spielberg
Cena de "As Aventuras de Tintin: O Segredo do Unicórnio", filme dirigido e produzido por Steven Spielberg

"O Segredo do Unicórnio", então, foi o primeiro filme americano da história a ser lançado primeiro na Europa e depois nos EUA. Estratégia, claro. "É uma grande honra trazer Tintin para casa", disse Spielberg na ocasião da estreia. E já virou febre. Não só porque Tintin é queridíssimo na Bélgica, seu país de origem, e na França. Mas porque a paciência do diretor valeu o esforço.

O filme é fidelíssimo às características aventureiras do personagem criado por Hergé, tem indefectível toque de humor europeu, mantido com maestria pelo diretor; mas tem também o ritmo de ação que só um Spielberg sabe dar. Perfeito para atrair crianças de todo o mundo. É visualmente lindo e tem atores impecáveis, como o "Billy Elliot" Jamie Bell no meigo papel principal, o "Gollum" (de "O Senhor dos Anéis") Andy Serkis como seu companheiro, o bêbado Capitão Haddock, e Daniel Craig, irreconhecível como vilão.

Spielberg divide a produção com Peter Jackson, também de "O Senhor dos Anéis", e produção executiva com os próprios produtores do desenho animado Tintin, da TV. Cercado da equipe certa, ainda assim a perseverança muitas vezes é necessária, mesmo no caso de um diretor tão consagrado quanto Spielberg.

Visivelmente emocionado na estreia, Spielberg tinha estampada no rosto a fisionomia do sucesso: o filme deu certo.

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