No último dia da Mostra, leia comentários de leitores sobre os filmes
| As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações |
MARTHA LOPES
colaboração para a Folha Online
Nesta quinta-feira (5), a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chega ao final. O evento, que começou em 23 de outubro, reuniu aproximadamente 400 filmes em mais de 1.400 sessões.
Ao longo dos dias do festival, leitores do Guia da Folha Online contribuíram com comentários sobre os filmes exibidos. Abaixo, leia uma compilação:
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"Aconteceu em Woodstock"
"Muito interessante a visão do diretor Ang Lee sobre o mitológico festival. Takes benfeitos e envolvimento do público com a boa vibração."
Mara Regina Silveira
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"Mau Dia para Pescar"
"Achei que o filme do estreante uruguaio Álvaro Brechner tem uma construção de personagens muito benfeita. Cada um se adequa muito bem às ações que desempenha na película. Além disso, os recursos de romance noir para disfarçar o "baixo orçamento" e a fotografia cuidadosa deram um toque muito bonito ao filme."
Henrique Braga
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"Vício Frenético"
"Nicholas Cage encarna o personagem herzoguiano por excelência: o que atinge extremos. A competência e a virilidade dessa encarnação é tamanha que acreditamos ter ressuscitado em Klaus Kinski, misturado com o Jimmy Stewart dos faroestes de Mann e o próprio Cage em sua aventura lynchiana.
O ritmo também é frenético! Um homem que se afunda em drogas; dos répteis aos peixes, seu lugar é a bestialidade, o contato irracional com o mundo, o contato primeiro; Herzog e seu personagem são apenas uma coisa: a besta humana --e se orgulham por isso.
O local que o cineasta escolhe para filmar é o negativo de seu personagem. New Orleans, devastada pelo furacão Katrina, é algo que obviamente vai chamar a atenção de Herzog. Seu interesse sempre foi pela natureza, pela destruição, pela loucura, pelo inexplicável, pela alucinante realidade. Seu mundo ficcional sempre encontrou na geografia do mundo real seu positivo.
O plano-sequência de Cage esperando fora da boite para apreender drogas até o seu fim é de uma força e um realismo violento que a televisão até hoje não consegue chegar. Filme tomado pela coca, como fora o "Scarface" de De Palma e o "Desespero de Veronika Voss" de Fassbinder, o de Herzog parece conjugar justamente onde esses nervos (alemães e americanos) se tocam e como produzem faíscas."
Mateus Nogueira de Farias Moura
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