Robôs coadjuvantes brilham mais que Astro Boy, que estreia nesta sexta
| Direção: David Bowers. Duração: 94 min. Classificação etária: livre. | Leia mais no roteiro |
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CLÁUDIA IZUMI
colaboração para a Folha Online
| Divulgação |
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| Cena de "Astro Boy", adaptação dos estúdios Imagi para o desenho criado por Osamu Tezuka |
A proposta do estúdio de animação Imagi era das mais desafiadoras: atualizar, com recursos computadorizados, a história do famoso super-herói Astro Boy, criado por Osamu Tezuka nos anos 50. A nova versão chega nesta sexta-feira (22) aos cinemas com a difícil tarefa de agradar tanto as crianças, que só conhecem o personagem pelo nome --ou o desconhecem por completo--, quanto os aficionados pela cultura pop japonesa.
Veja imagens da animação "Astro Boy
Médico formado que se tornou o "mangaká" (desenhista de mangá) mais respeitado do Japão, Tezuka já tinha outra grande história publicada --"Kimba, o Leão Branco"--, mas Astro Boy é quem lhe trouxe fama dentro e fora de seu país.
O herói não era um adulto como os criados pela norte-americana Marvel na mesma época, e sim uma criança, ainda que robô, que tenta se encaixar no mundo, depois de ser rejeitado pelo próprio cientista que o fabricou, até se tornar um super-herói de verdade com direito a mandar os malfeitores para o espaço.
Na versão atual, Astro Boy é aceito por um grupo de jovens órfãos, com quem vive as mais prazerosas experiências como um ser humano que deseja ser; enfrenta inimigos em estilo gladiador robótico de arena romana e salva a cidade Metro do vilão, presidente Stone, que desde o começo só quer se apoderar do gerador de energia que dá vida ao super-herói mirim.
À parte o fato de que o Astro Boy atual cumpre sua missão de ser uma versão atualizada, sem aquela comoção provocada pelo original, o bom do desenho são mesmo os vários robôs coadjuvantes. Com seus trejeitos desengonçados, eles são simpáticos e garantem os melhores risos. Em especial, os três subversivos membros do grupo RRF, que defendem as máquinas em uma sociedade dividida por androides e homens.
Os fãs, que costumam ter uma relação de amor e ódio com as releituras das obras-primas que admiram, podem não gostar tanto assim do desenho, mas têm um passatempo adicional durante a sessão. Há cenas que lembram outras animações nipônicas recentes, referências ao Japão e não falta nem mesmo a figura tarimbada e "nonsense", parecida com um porco, que costuma surgir do nada nos quadrinhos de Tezuka e é só de conhecimento de quem reverencia o trabalho do "mangaká" japonês. O público geral nem vai perceber.
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