Recursos contemporâneos enriquecem cantata de Carlos Gomes
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ALINE GATTONI
Editora do Guia da Folha Online
A cantata "Colombo", que encerrou temporada no Teatro Municipal de São Paulo na última quinta-feira (18), fez justa homenagem à casa e ao compositor brasileiro Carlos Gomes --também patrono do teatro.
O evento integrou programação especial dos 97 anos de existência do teatro, em sua temporada lírica de 2008. "Colombo" é o quinto espetáculo comemorativo.
Além do bom resultado do trabalho de produção e do indiscutível talento de nomes como os do barítono Sebastião Teixeira (Colombo), do tenor Marcello Vannucci (Don Fernando), da soprano Mônica Martinez (Dona Isabel) e do baixo Sávio Sperandio (Frade), chamam a atenção alguns recursos cênicos utilizados no espetáculo.
| Agência Luz/Divulgação |
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| Cantata "Colombo", do brasileiro Carlos Gomes, é encenada no Teatro Municipal, em São Paulo |
Logo no início, o elenco --vestido com roupa informal-- toma o palco com araras repletas de peças de figurino. Após a ocupação, um dos integrantes utiliza um holofote para iluminar a figura de Carlos Gomes que decora o teto do Municipal, arrancando aplausos do público.
A partir de então, começa um desfile de imagens em uma tela, tanto do próprio compositor como de filmes, obras de arte e documentos históricos relacionados a Cristóvão Colombo.
Ópera ou cantata?
A obra "Colombo", que não é uma ópera propriamente dita, e sim uma cantata, voltou ao palco do Municipal após quatro anos. A montagem, com direção cênica de William Pereira, estreou na casa em março de 2004, com grande sucesso de público e de crítica.
O Coral Lírico, preparado pelo maestro Mário Zaccaro, ficou responsável pela interpretação das cenas corais, muito importantes na obra.
A partitura de "Colombo" foi interpretada pela Orquestra Sinfônica Municipal. O regente titular do conjunto, maestro José Maria Florêncio, assinou a direção musical do espetáculo.
Os cenários, também criados por William Pereira, utilizam projeções e elementos de fácil mobilidade, como cordas e andaimes, permitindo a rapidez na troca das diversas cenas. Os figurinos, desenhados por Luis Rossi, marcam a diferença entre o Velho Mundo e o Novo Mundo.
Críticas à conquista espanhola da América Central também foram exploradas, mostrando a matança e a exploração dos povos indígenas por parte dos desbravadores --também com a utilização de recursos diferenciados, como a exibição de objetos que só viriam a existir centenas de anos após a aventura de Colombo.







