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28/09/2008 - 07h29

Osesp recebe regente alemão Helmuth Rilling na Sala São Paulo

Endereço: pça. Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, centro, São Paulo, SP. Classificação etária: 8 anos.
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

da Folha Online

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) apresenta nesta quinta, sexta e sábado (2, 3 e 4/10), na Sala São Paulo, a obra "Um réquiem Alemão Op. 45", de Johannes Brahms (1933-1897). A regência será do alemão Helmuth Rilling, acompanhado da soprano londrina Sylvia Schwartz, do barítono alemão Michael Nagy e do Coro da Osesp, regidos pela maestrina Naomi Mukanata.

Divulgação
Helmuth Rilling
Regente alemão Helmuth Rilling apresenta réquiem de Brahms, na Sala São Paulo, em SP

Rilling é um defensor fervoroso da música coral romântica, encomendando e regendo também diversas composições do repertório coral contemporâneo. Fundou, em 1981, a Academia Internacional Bach e apresenta-se regularmente na Europa, EUA e Canadá. Entre seus lançamentos recentes estão álbuns com obras de Haydn, Händel e Gubaidulina, além da versão ao vivo do "War Requiem", lançada em 2008, em seu 75º aniversário.

A obra que será apresentada é uma das mais extensas de Brahms, com sete movimentos. Sua temática aborda a dor e a angústia pela morte de entes próximos. Talvez um desabafo devido ao falecimento de seu mentor e de sua própria mãe, Christiane Brahms. Composta entre 1861 e 1868, ela tem cerca de 75 minutos de duração.

Dos sete movimentos que integram o réquiem, o primeiro, "Bem-aventurados os que Choram Porque Serão Consolados", tem tempo moderado e sonoridade sombria, sem violinos, mas traz uma mensagem de conforto aos vivos, tirada do Evangelho de Mateus. O segundo movimento, mais extenso de todos, é uma marcha lenta, na qual trompetes, sopros graves e tímpanos se juntam para proclamar a transitoriedade da vida humana.

Já o terceiro, um apelo à aceitação da finitude da vida, é iniciado com o solo de barítono, enquanto o quarto e quinto são o ponto de repouso emocional do réquiem, com orquestração suave, para madeiras e cordas, e ritmo quase dançante. O seguinte é um solo de soprano que só foi acrescentado após a estréia da obra, em 1868.

O caráter de marcha do segundo movimento tem um paralelo no sexto e penúltimo movimento e a última parte do réquiem reforça a dimensão humana que Brahms quis conferir à sua obra.

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