Cinco clarinetistas apresentam de Vivaldi a Jobim em concerto gratuito
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MAYRA MALDJIAN
colaboração para Folha Online
| Divulgação |
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| As cinco "Claras" das clarinetas apresentam repertório que mescla erudito e popular |
Cinco mulheres, cinco clarinetas. Nesta quinta-feira (8), às 20h, o grupo Clarasclarinetas apresenta concerto gratuito no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), na região oeste da capital paulista.
Também chamado de clarinete, o instrumento, considerado um dos mais versáteis de um naipe de sopros, apresenta das mais serenas às mais estridentes sonoridades. Para o recital, as "Claras" preparam versões de obras populares e eruditas, de mestres como Vivaldi, Mozart, Tom Jobim e Cyro Pereira.
"O repertório do grupo Clarasclarinetas é sempre muito eclético", explica Vânia Neves, que forma o quinteto com Marisa Takano, Isabel de Latorre, Márcia Guirra e Elaine Lopes. "Gostamos de tocar músicas de períodos bem distintos e também arranjos que explorem muito o timbre e a tessitura das clarinetas. E para tanto, usamos também outros instrumentos da própria família da clarineta, como o clarinete baixo, o basset horn e a requinta", completa.
MuBE - r. Alemanha, 221, Jardim Europa, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2594-2601. Qui. (8): 20h. Grátis. Classificação etária: livre.
As claras e suas clarinetas
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| Clarasclarinetas é o primeiro grupo instrumental do gênero no Brasil |
Marisa Takano
"Eu comecei a tocar clarineta com oito anos de idade. Entrei na banda infanto-juvenil em São Bernardo do Campo e comecei tocando a requinta, um clarinete pequeno. E era um instrumento que todas as meninas tocavam. Então eu escolhi por causa disso. Hoje, eu aprecio muito a sonoridade da clarineta, que é muito quente, aveludada, e que se assemelha muito a voz humana. O clarinete hoje é o meu instrumento de expressão."
Isabel de Latorre
"Antes do clarinete, eu tocava piano. Quando vim de Cruzeiro, no interior de São Paulo, aos 20 anos, para estudar música na capital, eu comecei a assistir aos ensaios da orquestra jovem municipal. E passei a ficar fascinada pelo clarinete. O som do instrumento me fascinava. Hoje, o clarinete é o meu meio de comunicação com a vida. É uma parte enorme do meu ser. Ele representa a minha vida."
Márcia Guirra
"A escolha da clarineta se deu por esse instrumento ter estado presente na minha infância pelos estudos musicais de meu irmão mais velho, que tocava na época na Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, grupo hoje reformulado e do qual todas as 'Claras' fazem parte. A clarineta representa minha vida, meu trabalho, minhas emoções. Ela é a ferramenta que utilizo para expressar, através da música, os sentimentos mais puros e profundos."
Elaine Lopes
"Comecei a estudar música (flauta doce) aos 10 anos, na Escola Dr. Getúlio Vargas, em Sorocaba [interior paulista], onde criaram uma orquestra. Os alunos que tinham algum destaque podiam escolher um instrumento sinfônico. Escolhi a clarineta porque dos instrumentos de sopro da orquestra era o que tinha o timbre que mais me agradava. Tocar clarineta foi uma das escolhas mais acertadas que fiz na vida."
Vânia Neves
"Sempre me senti muito atraída pelo som da clarineta. E foi em busca desta sonoridade que escolhi esse instrumento ao ingressar na banda da minha cidade, Leme, interior de São Paulo. Também aprecio muito o som do basset horn, meu segundo instrumento. Hoje as clarinetas fazem parte da minha vida."
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