Exposição revela lado oculto de Mira Schendel
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RAFAEL ZANATTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Famosa por suas experimentações e obras em papel com caracteres tipográficos, Mira Schendel (1919-1988) ganha uma exposição voltada à sua produção em técnica mais tradicional: a pintura.
"Mira Schendel, Pintora", em cartaz no Instituto Moreira Salles (centro de São Paulo), conta com 29 obras feitas entre os anos 1950 e 1980 e tem como objetivo, segundo a curadora, Maria Eduarda Marques, "mostrar um lado que está oculto ao público e evitar que se consagre que Mira Schendel não foi pintora".
| Jorge Bastos/Divulgação | ||
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| Obra sem título de Mira Schendel, que ganha exposição de sua produção pictórica no Instituto Moreira Salles |
Nascida em Zurique (Suíça), Mira logo se mudou, com a mãe e o padrasto, para a Itália, onde passou os anos da Segunda Guerra Mundial. O país e sua cultura tiveram importância fundamental na formação da artista. "Apesar de judia, viveu num mundo católico, ligado às artes renascentistas. Sua tradição é a pictórica ocidental", diz Marques.
A artista afirmaria que na Itália havia guerra, sim, mas também havia Morandi e De Chirico -artistas que a influenciaram.
Seu vanguardismo pode ser conferido, em ordem cronológica, na exposição. Desde o início figurativo, passando pelo abstrato e por suas experimentações, como as obras "matéricas" (valendo-se de elementos como areia e ferro) e as têmperas, em que Mira usa folhas de ouro.
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