Com críticas ao capitalistamo e socialismo, artista está no Masp
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RAFAEL ZANATTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
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| Imagem da série "Day by Day", criada para a Bienal de São Paulo de 1975, quando Sigmar Polke levou o prêmio máximo do evento |
No mundo polarizado do pós-Guerra, o artista alemão Sigmar Polke (1941-2010) conseguiu, em uma tacada só, criticar ambos os lados do muro. No nome, seu realismo capitalista provocava o realismo socialista, corrente artística oficial do bloco comunista; e, na prática, agia como uma "pop art" crítica ao consumismo norte-americano.
Em cartaz a partir desta sexta-feira (28) no Masp (centro de São Paulo), a exposição "Realismo Capitalista e Outras Histórias Ilustradas" traz 250 obras de Polke --entre gravuras, pinturas e colagens--, produzidas entre 1963 e 2009.
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| "Iceberg", de 2001, de Sigmar Polke, que integra a exposição "Realismo Capitalista e Outras Histórias Ilustradas" |
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| "Saia do Laboratório e Entre no Escritório", de 1991, em cartaz no Masp a partir desta sexta (28) |
É a primeira mostra internacional do artista após a sua morte, no ano passado, aos 69 anos. "A mostra funciona como um arquivo no qual pode se ter uma visão geral da produção gráfica de Polke", diz a curadora, Tereza Arruda.
A seleção de trabalhos, diz Tereza, reafirma um laço existente entre Polke e o Brasil: foi aqui que ele ganhou o primeiro prêmio internacional, na Bienal de SP, em 1975.
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