Coletiva na capital questiona modernidade; Tietê terá instalação
JULIANA NADIN
do Guia da Folha
Em uma primeira leitura, mais rasa, a nova exposição do Itaú Cultural (a primeira de 2008, que abre na quinta-feira --27) pode ser taxada de arte ambientalista, uma vez que o rio Tietê é o cerne da discussão em obras como a de Eduardo Srur.
| Divulgação |
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| Trecho do vídeo "Suco Gástrico", de Zezão, está no Itaú Cultural |
No entanto, o que se pretende em "Quase Líquido" é ressaltar a contradição da sociedade considerada moderna e, ao mesmo tempo, incapaz de resolver problemas básicos. "Nosso processo de modernização não se realizou completamente", explica o curador Cauê Alves.
"Uma vez que o líquido se adequa a qualquer recipiente e seu estado pressupõe mobilidade, fluidez, pode-se dizer que vivemos em uma modernidade quase líquida." Trabalhos de Héctor Zamora, Cao Guimarães e Zezão, entre outros, aludem, de diferentes maneiras, à idéia do líquido. No subsolo, a mostra "H2Olhos" dialoga com "Quase Líquido".
A partir de quarta-feira (26), quem passar pelas marginais do rio Tietê, mais especificamente entre as pontes do Limão e da Casa Verde, encontrará gigantescas garrafas pet enfileiradas pelas margens.
As garrafas coloridas fazem parte da instalação do artista Eduardo Srur (responsável por colocar, em 2006, centenas de bonecos de plástico sobre caiaques no rio Pinheiros, entre outras intervenções pela cidade). "Gosto de fazer uma arte democrática, que qualquer um possa ver", justifica Srur.
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