MAM comemora ano da França no Brasil com história da fotografia experimental
| Endereço: av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, região sul, São Paulo, SP. Classificação etária: livre. | Leia mais no roteiro |
| As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações | |
CAMILA NEUMAM
colaboração para a Folha Online
| Divulgação |
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| "The Original Ghost" (Martin Laroche - 1855)está na exposição comemorativa no MAM |
O MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) abre nesta quinta-feira (23) a exposição "Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer", com exemplares de fotos seculares do grandioso acervo do casal Michel e Michèle Auer. A exposição celebra a abertura das comemorações do ano da França no Brasil.
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Com curadoria do fotógrafo e jornalista colaborador da Folha, Eder Chiodetto, e da francesa Elise Jasmin, a exposição reúne 277 peças da coleção do casal, clicadas por artistas como Cartier-Bresson.
Esse número, apesar de volumoso, corresponde a apenas 5% do acervo de 60 mil imagens do casal, segundo Chiodetto. Mesmo assim, a seleção exposta no MAM corresponde a 170 anos da história da fotografia, garimpadas em pesquisas e viagens dos dois pelo mundo.
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| Sem Título (Benedykt Tyszkiewicz - 1889) também faz parte do acervo selecionado |
Segundo o curador, o experimentalismo em lugar do documental foi o critério da escolha das fotos que descrevem a história da fotografia. "A escolha foi feita pelas obras e artistas que foram importantes em algum momento da fotografia, que transgrediram os padrões da época numa tentativa de ampliar o repertório de representação da fotografia. Não é fotojornalismo, é experimental", explica Chiodetto.
Fotografias dos brasileiros Geraldo de Barros, Pedro Vasquez, Fabiana de Barros e Mario Cravo Neto também podem ser apreciadas no museu.
Mesmo sem ser 100% francesa, a exposição homenageia o país que criou a técnica da fotografia, mostrando máquinas rudimentares e técnicas pioneiras provenientes do país. Dessas, o público terá a chance de ver daguerreótipos (as mais antigas das máquinas fotográficas) e um calótipo (exemplar do processo positivo/negativo desenvolvido por William Henry Fox Talbot) da década de 1850, além de algumas obras do pictorialismo do final do século 19 e início do século 20.
Mais do que observar, o visitante poderá refletir sobre os diversos caminhos da fotografia --de suas técnicas, a fotografia surrealista retratada como sonho, fantasias e personagens eróticos-- nos quatro módulos em que está dividida a exposição: "Transfigurações", "Beleza Convulsiva", "Performances" e "Fantasias Formais".
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