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19/11/2009 - 21h01

Pop sem limites dá fôlego à noite alternativa paulistana

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

MAYRA MALDJIAN
colaboração para a Folha Online

Divulgação
Pista da Funhouse, que recebe a Balada Mixta quinzenalmente
Pista do clube Funhouse durante a Balada Mixta, que realiza edições quinzenais temáticas

É incrível como o povo se descabela quando o DJ dá o play na Beyoncé. De fato, a música pop tem esse efeito em qualquer pessoa disposta a não fazer "carão" e manter a pose na pista. E é dessa falta de frescura assumida que a noite alternativa estava precisando para dar uma renovada.

"O que me incomoda um pouco é que a noite paulistana é considerada uma das melhores do mundo. E é, mas ao mesmo tempo parece sofrer com crises de identidade e até de criatividade", explica o jornalista Pedro Beck, um dos idealizadores da Balada Mixta, um dos poucos e bons projetos assumidamente pop de São Paulo.

Veja fotos da Balada Mixta

Quinzenal, às quintas-feiras na Funhouse (região central), reduto do rock indie --veja só--, a festa debutou em 10 de setembro e tem feito sucesso com edições dedicadas a ícones da cultura pop, sem categoria ou limites geográficos: Beyoncé, Shakira e os blogueiros Katylene e Didi (Te Dou um Dado) já passaram por lá.

Pelo que se vê, as longevas pistas oitentistas não estão mais sozinhas na missão de levar o público ao chão com sucessos passados. "Sempre prefiro deixar os últimos hits do momento, tipo Lady Gaga, para os convidados e explorar mais décadas passadas no meu set. Por isso que só toco 80's e 90's, de 0h à 1h, abrindo a pista da Mixta. Da para o pessoal se acabar de dançar e ainda matar saudade de ouvir artistas tipo George Michael, Hanson, Cher, Harvey Danger, entre outras", conta Pedro, que deixa para o DJ Pomada, a outra cabeça do projeto, fechar a pista.

Tudo e nada

A doença do abre e fecha das casas noturnas passou a contaminar as festas. Muitas não saem da primeira edição ou não passam de um mês. Apesar de o "boom" do rock indie e das modernidades eletrônicas e a consolidação da cena LGBT terem aberto portas para produtores ousarem mais nas propostas, o "mais do mesmo" assolou uma das maiores noites do mundo. "Nos últimos meses surgiram muitas festas sem proposta, feitas nas coxas, que acabam por desvalorizar a noite de forma geral. Acho que quando um produtor de festas noturnas recebe um convite para promover uma nova noite em uma nova casa, deveria pensar mais na proposta e menos no próprio umbigo", critica Pedro. "A verdade é que as pessoas são preguiçosas. Fazer uma festa não é criar um flyer e soltar no Facebook. Vai além. É relações públicas, é produção, é som e, principalmente, o diferencial. Por que as pessoas iriam na sua balada? Se um dia eu pensar 'se a Balada Mixta não fosse minha, eu não iria nessa festa', eu paro de fazer".

Divulgação
Música pop sem limites territoriais estão nos sets dos DJs da Balada Mixta
Música pop de todos os tempos sem limites territoriais estão nos sets da Balada Mixta

Celebridades da Balada Mixta
"The Sign" - Ace of Base
"All That She Wants" - Ace of Base
"Don't You Want Me" - Human League
"Black or White" - Michael Jackson
"I'll be There for You" - The Rembrandts
"Wannabe" - Spice Girls
"Freedom" - George Michael
"I Don't Feel Like Dancin'" - Scissor Sisters
"Discovery Channel" - Bloodhound Gang
"Girlfriend" - Avril Lavigne
"Take on Me" - A-ha

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