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23/11/2008 - 07h35

Esculturas adornam túmulos no Cemitério da Consolação

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

MARIA EUGÊNIA DE MENEZES
do Guia da Folha

Reverenciado como "museu a céu aberto", o Cemitério da Consolação (região central da cidade de São Paulo) guarda obras de escultores da estatura de Victor Brecheret e Galileu Emendabili. Marcos de um momento em que o crescimento industrial e a pujança econômica fizeram florescer na cidade uma arte tumular nos moldes europeus, os jazigos acabam de ser reunidos pela prefeitura em uma publicação que conta a história da necrópole e é distribuída no local. A seguir, o Guia da Folha destacou alguns exemplares.

Juliana Nadin/Folha Imagem
Obra "Solitudo" (1926), construída no Cemitério da Consolação, em SP, representa a solidão
Obra "Solitudo" (1926), construída no Cemitério da Consolação, em SP, representa a solidão

A escultura em bronze de Nicolla Rolo representa Euterpe, musa da música na mitologia grega. A peça de 1926, que adorna o túmulo do maestro Luigi Chiafarelli, traz a divindade com expressão alquebrada, chorando a morte do artista.

Victor Brecheret assina não apenas a escultura, mas também o projeto de um túmulo. Finalizada em 1938, a obra em bronze representa um anjo, de traços orientais e asas alongadas, que traz uma auréola nas mãos. Há outras duas obras do artista no cemitério.

O maranhense Celso Antonio de Menezes é autor da obra esculpida em granito polido que compõe um mausoléu. Sem data de criação definida, a escultura é uma das imponentes do cemitério. De ombros curvados e cabeça baixa, a figura feminina impressiona pelos traços de influência egípcia. O artista possui outra obra no local.

Autor de ícones da paisagem da cidade, como o Obelisco do Ibirapuera, o italiano Galileu Emendabili é responsável por uma das mais significativas peças do conjunto escultórico do cemitério. Talhado em mármore travertino, o mausoléu de 1953, chama-se "O Adeus". Em relevo, uma figura de mulher tem os cabelos ao vento e o braço flexionado, num gesto em que se despede do marido e da filha.

Há registros de que a obra "Solitudo" (1926), de Francisco Leopoldo e Silva, seria o primeiro nu do cemitério. Talhada em granito apicoado, a escultura que representa a solidão traz uma mulher sentada, recoberta por um véu translúcido que deixa entrever suas formas voluptuosas. A poucos metros dali, está um outro importante conjunto escultórico em bronze do artista..

Cemitério da Consolação - rua da Consolação, 1.660, região central, São Paulo, SP. Seg. a dom.: 7h às 18h. Visitas monitoradas devem ser agendadas pelo tel.: 0/xx/11/3396-3815. Grátis.

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