Espaço requintado cobra 13% de serviço
LUIZA FECAROTTA
do Guia da Folha
| Divulgação |
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| Ambiente da casa recém-aberta, que tem projeto arquitetônico de João Mansur |
Uma fachada ostensiva esconde o ambiente sóbrio do novo restaurante Beldí, aberto há poucos dias numa ruela do Jardim Paulistano, capital paulista.
Com projeto do arquiteto João Mansur, o espaço tem um bar para happy hour e um salão com pé-direito duplo, ornamentado com um lustre extravagante vindo da Holanda e um piano de cauda.
É nesse ambiente que são servidos pratos da cozinha internacional clássica --caso do filé au poivre (R$ 42)-- e da cozinha contemporânea --como o risoto de cavaquinha com manga (R$ 73).
Com um serviço um pouco insistente, embora cordial, garçons servem a água sem perguntar ao cliente se ele deseja a reposição (o mesmo se dá com o vinho). Segundo o proprietário, o restaurateur Edgard Sader, isso ocorre porque "eles querem atender com eficiência e de forma pró-ativa".
O investimento de R$ 1,2 milhão se traduz nos preços elevados e na taxa de serviço de 13%. Segundo a casa, o percentual é cobrado "por restaurantes que funcionam à noite, mas o cliente não é obrigado a pagar".
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