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27/04/2008 - 18h39

Nelson Sargento faz show na Virada Cultural e comenta 80 anos da Mangueira

MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO
Colaboração para a Folha Online

Na famosa rua do samba, localizada no largo da Santa Efigênia (região central da capital paulista) o sambista Nelson Sargento abriu sua apresentação às 14h deste domingo com a música "Alvorada". O clássico foi eternizado na voz de Cartola, que se estivesse vivo, completaria 100 anos este ano. O intérprete se apresentou junto com o grupo Pagode do Cafofo no "Boteco dos Bambas"-- um dos palcos da Virada Cultural.

Indagado sobre os 80 anos da Estação Primeira de Mangueira, completados nesta segunda-feira (28), o sambista afirma que o aniversário representa a continuidade da cultura da escola, sem levar em consideração os escândalos envolvendo integrantes da escola com o narcotráfico. "A comunidade [da Mangueira] sempre fez tudo pela continuidade da escola. As crianças de hoje daqui há 20 anos estarão levando o nome da escola para frente e assim sempre será", disse.

Após a apresentação de Sargento, subiu ao palco a dama do samba Ivone Lara. A sambista também falou a respeito do aniversário da Mangueira, e foi taxativa: "Gosto da Mangueira, mas quero deixar bem claro que sou Império Serrano".

Ritmo universal

Tendo em vista o público heterogêneo, formado por várias faixas etárias, dona Ivone -- como é conhecida no meio do samba-- credita isso ao caráter universal do ritmo. "O samba é o autêntico som brasileiro, por isso todos gostam. Aqui no Brasil e também no exterior, o samba é conhecido como o primeiro som brasileiro".

Questionada sobre possíveis destaques do samba paulistano da atualidade, ela disse não ter preferência. "Falando em samba é comigo mesmo. Não faço distinção, porque do samba de raiz saem maravilhas, coisas com muita criatividade". Dona Ivone subiu ao palco junto do Quinteto em Branco e Preto.

A aparição da sambista lotou a rua do samba e adjacências.

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