Em peça, senhora oferece chá envenenado a visitas
| Direção: Lavínia Pannunzio. 75 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. | Leia mais no roteiro |
| As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações | |
MILENA EMILIÃO
DE SÃO PAULO
No ano passado, com a concorrida montagem de "Rebu", São Paulo reconheceu o prestígio do jovem dramaturgo Jô Bilac. Depois, com as elogiadas "Savana Glacial" e "Limpe Todo Sangue Antes que Manche o Carpete", também do autor, a ansiedade sobre seu novo trabalho só aumentou.
| Lenise Pinheiro/Folhapress | ||
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| Atores Luna Martinelli (esq), Lulu Pavarin (centro) e Fernando Fecchio na peça "Serpente Verde, Sabor Maçã |
Mas a partir desta sexta-feira (30), no Espaço Parlapatões (centro de São Paulo), o público pode conhecer mais uma peça de Bilac, chamada "Serpente Verde, Sabor Maçã", dirigida por Lavínia Pannunzio e que tem Larissa Câmara como coautora.
A "fábula dark" lembra filmes como "Cidade dos Sonhos", de David Lynch, e "O que Teria Acontecido a Babe Jane?", de Robert Aldrich. Trata de uma mulher, a Senhora G. --interpretada por Lulu Pavarin--, que escolhe entre o chá de um bule prateado ou de um dourado para servir a seus convidados. Se eles têm um comportamento que ela reprova, serve um chá envenenado. Os corpos são enterrados no jardim, onde floresce uma bela roseira.
Além do texto, vale destaque a trilha do titã Branco Mello, que abusou das colagens sonoras para ajudar na criação do mundo exótico da Senhora G
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