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24/10/2008 - 14h39

"Macbeth - Como Nasce um Deserto" revela a cegueira do poder

Direção: Arieta Corrêa e Éderson José. Duração: 120 minutos. Classificação etária: 14 anos.
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

MARCOS DÁVILA
do Guia da Folha

A questão do poder a qual­quer custo, que está no cerne de "Macbeth", levou Éderson José a escrever uma adaptação para a obra de Shakespeare, que estréia nesta sexta-feira (24) no Sesc Avenida Paulista (região central da capital paulista).

Camilo Brunelli/Divulgação
Cena da adaptação de José, com participação das três "ceguinhas de Campina Grande"
Cena da adaptação de José, com participação das três "ceguinhas de Campina Grande"

Em "Macbeth - Como Nasce um Deserto", a tragédia é ambientada nos dias de hoje, com referências à região Nor­te do Brasil, como o universo dos matadores de aluguel.

"Temos 'Macbeths' em todos os cantos do país. Não é uma adaptação com sotaque. O tema é muito universal para regionalizar", afirma José, que dirige a peça ao lado de Arieta Corrêa.

Um dos destaques é a partici­pação das irmãs Poroca, Maroca e Indaiá, conhecidas co­mo as "ceguinhas de Campina Grande", protagonistas do filme "A Pessoa É para o que Nasce" (2005).

As cantadoras fazem as vi­dentes que anunciam o futuro glorioso de Macbeth --traduzido em versos cantados.

"Elas são muito simples e conversam como se enxer­gassem. Fazem pensar na di­ferença entre ver e enxergar. Afinal, elas enxergam mais do que a gente", diz José.

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