"Macbeth - Como Nasce um Deserto" revela a cegueira do poder
| Direção: Arieta Corrêa e Éderson José. Duração: 120 minutos. Classificação etária: 14 anos. | Leia mais no roteiro |
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MARCOS DÁVILA
do Guia da Folha
A questão do poder a qualquer custo, que está no cerne de "Macbeth", levou Éderson José a escrever uma adaptação para a obra de Shakespeare, que estréia nesta sexta-feira (24) no Sesc Avenida Paulista (região central da capital paulista).
| Camilo Brunelli/Divulgação |
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| Cena da adaptação de José, com participação das três "ceguinhas de Campina Grande" |
Em "Macbeth - Como Nasce um Deserto", a tragédia é ambientada nos dias de hoje, com referências à região Norte do Brasil, como o universo dos matadores de aluguel.
"Temos 'Macbeths' em todos os cantos do país. Não é uma adaptação com sotaque. O tema é muito universal para regionalizar", afirma José, que dirige a peça ao lado de Arieta Corrêa.
Um dos destaques é a participação das irmãs Poroca, Maroca e Indaiá, conhecidas como as "ceguinhas de Campina Grande", protagonistas do filme "A Pessoa É para o que Nasce" (2005).
As cantadoras fazem as videntes que anunciam o futuro glorioso de Macbeth --traduzido em versos cantados.
"Elas são muito simples e conversam como se enxergassem. Fazem pensar na diferença entre ver e enxergar. Afinal, elas enxergam mais do que a gente", diz José.


