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03/05/2009 - 14h43

Cibele Forjaz volta às lendas indígenas em "Raptada pelo Raio"

Ingresso: contribuição voluntária. Duração: 90 minutos. Classificação etária: livre.
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

MARIA EUGÊNIA DE MENEZES
do Guia da Folha

A relação dos índios com a morte volta a ser mote da Cia. Livre. Mas, para o grupo da diretora Cibele Forjaz, retornar ao tema central de "VemVai - O Caminho dos Mortos" nem sequer resvala no temor da repetição.

Cacá Bernardes/Divulgação
Cena da montagem "Raptada pelo Raio", que entrou em cartaz neste fim de semana na sede da Cia. Livre (região central de São Paulo)
Cena da montagem "Raptada pelo Raio", que entrou em cartaz neste fim de semana na sede da Cia. Livre (região central de São Paulo)

Em "Raptada pelo Raio", trabalho que estreou nesta sexta-feira (1º), o cunho antropológico continua presente. A estrutura narrativa, porém, recebe contornos novos e mais simples, já que se centra sobre uma única história.

Originária do povo marubo, a lenda de Kaná Kawã se aproxima do mito grego de Orfeu ao tratar de um homem que atravessa vários mundos e conhece muitos povos na tentativa de resgatar sua amada, levada por um raio. "Essa é uma travessia de multiplicidade, na qual ele se vê diante de vários pontos de vista", pontua Cibele.

Com montagens marcadas pela intensa relação com a plateia, a diretora lança mão de uma abordagem mais sutil, convidando o público a uma "viagem sensorial", com direito a músicas e redes de balanço. "Não é por meio da racionalidade que virá o entendimento dessa peça. A imaginação aqui é mais importante", diz a diretora.

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