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21/04/2009 - 10h42

Coletiva conta história da foto por viés experimental

Endereço: av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, região sul, São Paulo, SP. Classificação etária: livre.
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

JULIANA NADIN
do Guia da Folha

As janelas quadradas ao fundo da foto feita por Henri Cartier-Bresson em 1933 travam diálogo com uma imagem realizada quase 20 anos depois pelo brasileiro Geraldo de Barros, composta por padrões geométricos. Dessa maneira, caminhando pela margem, a mostra "Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer" conta a história da fotografia, a partir desta quinta-feira (23), no MAM (Museu de Arte Moderna).

Divulgação
Imagem feita em 1950 pelo brasileiro Geraldo de Barros, representante do concretismo brasileiro
Imagem feita em 1950 por Geraldo de Barros, representante do concretismo brasileiro

"Optamos por obras e artistas que questionassem a foto como documento e criassem um eixo experimental", explica Eder Chiodetto, que divide a curadoria com a historiadora francesa Elise Jasmin.

Os trabalhos que compõem a coletiva pertencem à Fundação Auer, criada pelos colecionadores franceses Michel e Michèle Auer. É considerada a maior coletânea particular de fotos do mundo, com cerca de 50 mil imagens.

Em quatro núcleos, a coletiva percorre obras pictorialistas de nomes como Julia Margaret Cameron; surrealistas, a exemplo de Man Ray; concretistas e de outras vanguardas.

Entre as cerca de 290 peças, há raridades como um painel composto por diversas fotos, criado por René Magritte e André Breton, entre outros.

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