Peça revela angústias de Tchekhov por meio de suas cartas
| Direção: Leila Hipólito. 80 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. | Leia mais no roteiro |
| As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações | |
MARIA LUÍSA BARSANELLI
DE SÃO PAULO
O dramaturgo Anton Tchekhov (1860-1904) vira personagem de sua própria história em "Tomo Suas Mãos nas Minhas". O autor russo tem seus pensamentos e sentimentos destrinchados na peça, que estreia nesta sexta-feira (11) no Sesc Consolação (centro de São Paulo), depois de uma elogiada temporada no Rio de Janeiro.
| Guga Melgar/Divulgação | ||
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| Miriam Freeland e Roberto Bomtempo em cena da peça "Tomo Suas Mãos nas Minhas", de Carol Rocamora |
O texto da norte-americana Carol Rocamora parte das correspondências entre o escritor e a atriz Olga Knípper (com quem foi casado) para compor a trama, que tem início com o encontro do casal, em uma leitura de "A Gaivota" no Teatro de Arte de Moscou.
A partir daí, o espetáculo costura diferentes facetas de Tchekhov: das suas angústias como escritor à sua relação com a tuberculose.
O texto chegou a ganhar uma montagem, em 2004, em Paris, pelas mãos do inglês Peter Brook.
A versão brasileira optou por focar os elementos humanos da peça e evidenciar as aproximações e os distanciamentos do casal, explica a diretora, Leila Hipólito. Os atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo às vezes parecem dividir o mesmo espaço, noutras sequer trocam olhares.
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