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15/11/2009 - 15h36

Sandra Nkaké e Naná Vasconcelos falam sobre último show do Ano da França no Brasil

End.: r. Paes Leme, 195, Pinheiros, região oeste, São Paulo, SP. Classif. etária: 10 anos.
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

MAYRA MALDJIAN
colaboração para a Folha Online

Julio Kohl/Divulgação
Sandra Nkaké
Cantora Sandra Nkaké, que também se apresentou no Station Brésil em Brasília (DF)

"A primeira vez que chorei ouvindo música brasileira foi assistindo ao filme "Orfeu Negro", quando eu tinha 12 anos! Principalmente quando tocou 'Felicidade'", conta a franco-camaronesa Sandra Nkaké, que divide o palco do Sesc Pinheiros com Naná Vasconcelos no último show do festival Station Brésil, neste domingo (15), que encerra o Ano da França no Brasil. Na mesma noite, Tom Zé e a francesa Jeanne Cherhal homenageiam o intercâmbio cultural entre os dois países.

O festival, que ontem reuniu Spleen, Isca de Polícia, Bertignac e Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra, hoje começa às 18h.

De voz potente e visual tão expressivo quanto, Nkaké agregou tudo o que achou de interessante no folk, soul, jazz, rap e flamenco em seu álbum de estreia, "Mansaadi", em que alterna letras em francês e inglês. Fã de Tom Jobim --"Água de Beber" é uma de suas canções favoritas--, Nkaké aprecia a musicalidade brasileira. "Eu conheci um cantor brasileiro chamado Marcelo Pretto, vocalista da banda Barbatuques, há três anos, em Amiens, na França. Corri para o backstage quando ouvi a voz incrível que ele tem. O convidei para participar do meu álbum e ele gravou os vocais de 'Souffles', um poema de Birago Diop. A musicalidade de Pretto me enebria", conta.

Dos artistas que se apresentam no Station Brésil, Nkaké conhece Tom e Naná. "Estou muito empolgada em poder compartilhar música com o Naná: ele é uma alma, um músico e um artista maravilhoso", diz ansiosa. "Quando cheguei em Brasília [DF] conheci Ana Cañas também e a nossa conexão foi muito boa".

A relação do músico brasileiro Naná Vasconcelos com a França também é estreita. Entre as muitas turnês que fez pelo mundo com artistas como Milton Nascimento, Egberto Gismonti e Pat Menheny, percussionista morou cinco anos em Paris. "Foi nos anos 70 que começou a integração francesa com a música africana, da África negra e dos árabes", contextualiza. "Mas, neste show, como sempre, darei prioridade à coisa mais brasileira, para que realmente exista uma troca de ideias", explica Naná.

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