Estrela de Brecht e Weill ganha voz no monólogo "Lenya"
| Direção: Regina Galdino. Duração: 80 minutos. Classificação etária: 14 anos. | Leia mais no roteiro |
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MARCOS DÁVILA
do Guia da Folha
Encantado com a inimiga russa de James Bond em "Moscou contra 007" (1963), que em cena memorável saca um punhal da ponta do sapato, o então adolescente Amir Labaki começou sua procura pela história da atriz Lotte Lenya.
| João Caldas/Divulgação |
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| A atriz Mônica Guimarães, que interpreta Lotte Lenya no monólogo de estréia de Amir Labaki |
A busca, de certa forma, terminou na última sexta-feira (26), com a estréia de "Lenya", o primeiro texto para o teatro de Labaki, articulista da Folha e diretor do É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários.
Com direção de Regina Galdino, a peça mostra a trajetória da artista, que, muito além de vilã de 007, foi a principal intérprete da fase musical de Bertolt Brecht e criadora da Kurt Weill Foundation for Music, em Nova York.
"Ela sempre foi modesta. Por isso, optei pelo monólogo. A intenção era devolver a voz para ela", afirma o dramaturgo estreante, que escreveu o papel sob medida para a atriz Mônica Guimarães. Acompanhada pelo pianista Demian Pinto, ela interpreta canções de peças como "A Ópera dos Três Vinténs" e "Ascensão e Queda de Mahagonny".
"Foi Lenya que inventou o método de cantar as canções de Brecht e Weill", completa Labaki.
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